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	<title>Arquivos O Líder - Dinâmica Corporativa</title>
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		<title>O líder e a arte de reger equipes</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2020 16:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não é de hoje que a metáfora da figura do maestro no pódio regendo a orquestra com a do líder comandando sua equipe, continua viva no imaginário de muitos gestores e servindo de inspiração para as organizações, estudiosos, palestrantes e treinadores de equipes.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que a metáfora da figura do maestro no pódio regendo a orquestra com a do líder comandando sua equipe, continua viva no imaginário de muitos gestores e servindo de inspiração para as organizações, estudiosos, palestrantes e treinadores de equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começo este artigo esclarecendo alguns conceitos sobre a palavra regência. Na gramática, significa a relação de complementação entre os termos da oração. Uma vez que as palavras são interdependentes, é graças à regência que somos capazes de construir os sentidos da mensagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na música, regência é a arte pela qual o maestro conduz uma orquestra por meio de gestos e expressões, transmitindo aos músicos valores e índices que compõem uma obra musical, como andamento, ritmo e estruturas.<br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"></span></p>
<h2>LIDERAR COMO UM ÓTIMO MAESTRO </h2>
<p><span style="font-weight: 400;"> O que me fez pensar nesta analogia é o momento em que as organizações vivem. A busca de verdadeiros maestros que precisam estar à frente de suas equipes com postura, segurança e controle, transmitindo energia e comprometidos com o resultado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Peter Drucker, em 1988, publicou um artigo na Harvard Business comparando as empresas com as orquestras. O que me chama a atenção neste artigo é que Drucker afirma que as etapas entre a afinação dos instrumentos e o gestual do maestro contêm boas práticas nas quais organizações de todo tipo podem se espelhar. &#8220;Uma orquestra não tem uma segunda chance&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maestro sabe perfeitamente o espaço e o momento de cada um atuar. Exige conhecimento e técnica. Sabe comunicar muito bem o que a partitura representa. Com a batuta na mão direita, define o compasso e a velocidade e a mão esquerda o sentimento que a música deve mostrar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredito que, hoje, o líder segura em uma mão a batuta da tecnologia e define a velocidade da digitalização e, na outra, a harmonia da equipe, indicando o melhor caminho baseado em um plano de negócios, representado pela partitura, como um mapa organizado, na tentativa de garantir uma sequência de passos para a continuidade do negócio e dos objetivos de quem compôs a música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não podemos negar que, nas empresas, razão e emoção andam juntas e nenhum líder pode ignorar este fato e o mais indicado a fazer é extrair o melhor desta combinação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, um gesto em falso e a orquestra pode se desconcentrar. Muitos gestos com pouca informação causam desinteresse e cada músico irá preferir tocar por conta própria. Um erro e a harmonia da melodia causará um impacto negativo na sintonia da equipe. Um líder despreparado para comunicar-se com sua equipe equivale a um maestro inapto para reger uma orquestra sinfônica.</span></p>
<h2>LIDERAR COM PARCEIROS E NÃO COM INSTRUMENTOS</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O que o líder de hoje precisa entender é que seu papel é fundamental e seu maior investimento se dá nos ensaios, ou seja, no dia a dia, na capacidade de conhecer e treinar seus colaboradores, de ter a sensibilidade de percebê-los em sua totalidade. Enxergar o potencial de cada um e incentivá-los a extrair as melhores notas para que possam atingir a máxima performance e entregar ao público, o produto final, como se fosse o dia da apresentação, recheado de emoção e encantamento, que deve ser sentido e percebido pelo cliente e que direcionará sua equipe aos aplausos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como um maestro, um líder não faz algo sozinho. A regência surge como um caminho para a liderança que motiva, que engaja, que tem o controle e ao mesmo tempo fornece liberdade criativa. Muitas vezes, o maestro não sabe tocar todos os instrumentos, mas sabe escutar, interpretar, avaliar e, assim, desenvolver o senso de autonomia de cada músico, reforçando a confiança no trabalho colaborativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como diz o regente israelense Italy Talgam, “a nova liderança deve entender que sua equipe é formada de parceiros e não instrumentos”. Neste contexto, é muito claro afirmar que a empatia se torna uma ferramenta poderosa para atingir resultados extraordinários, principalmente, quando os talentos são maximizados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se ele quiser, de fato, aprender com sua equipe, o bom líder deve estar preparado emocionalmente para lidar com seres humanos, na sua totalidade, equilibrando as competências com as intempéries do cotidiano, administrando egos e inseguranças e, por mais diversificado que sejam os sentimentos, ter o ímpeto de gerar uma energia contagiante de um verdadeiro maestro, estimulando o “flow” da orquestra, com cadência, ritmo e constância, para que no final, a platéia aplauda em pé e grite: Bravo! Bravo!</span></div>
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				<div class="et_pb_text_inner"><h1>Texto escrito por: Luiz Aurélio Chamlian, sócio proprietário da Dinâmica, autor do livro “12 Cs do Ciclo do Sucesso”</h1></div>
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